O meu desejo tornou-se maior, enorme. Havia sempre alguma maneira de fazer morrer. continuei a subir uma escada de muitos tempos. cada vez que subia uma teria de voltar a descer duas. afigurava-se que permanecia quase sempre no mesmo sítio (tempo). e nessa altura, nesse sitio, e nesse minuto e nove, eu fui ao céu, peguei num pincel gigante e levei todas as cores comigo, cada uma transmitia mais alegria que a outra.
no dia anterior do meu maior sonho, tudo acabaria num minuto e nove como iniciou. quando me apercebi do que se passara, tudo imobilizara constava-me que não passaria de pesadelo ou de um mero pensamento meu. todavia, fazia tudo parte da realidade.
posteriormente a tudo morrer, teria de começar de novo. a minha escada não chegava ao fim, por mais que a luta fosse grande, magnifica, extensa ou duradoura.
hoje a minha escalada de tempos não chega ao andar onde eu sempre quis. continuo a subir e a descer, sem expectativa do meu andar. contudo com a esperança de subir sem descer ...


quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

a nada!



"De repente o tudo transforma-se em nada.

O tudo deixa de fazer parte. Desaparece.
O nada vai ganhando lugar. Cresce.
E temos nada. O nada a prevalecer. A multiplicar-se.
No meu do abismo esse nada dá lugar à aprendizagem.
No nada pensamos e repensamos. Sobrevivemos e ganhamos forças.
O nada ensina-me.
O nada acorda-me.
Preciso do nada. Preciso de mim assim.
Do nada que faz a ligação para o próximo passo. A próxima vida. A próxima batalha.

E tudo passa a nada..."




QUERO ELVAS E TOMAR!

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