O meu desejo tornou-se maior, enorme. Havia sempre alguma maneira de fazer morrer. continuei a subir uma escada de muitos tempos. cada vez que subia uma teria de voltar a descer duas. afigurava-se que permanecia quase sempre no mesmo sítio (tempo). e nessa altura, nesse sitio, e nesse minuto e nove, eu fui ao céu, peguei num pincel gigante e levei todas as cores comigo, cada uma transmitia mais alegria que a outra.
no dia anterior do meu maior sonho, tudo acabaria num minuto e nove como iniciou. quando me apercebi do que se passara, tudo imobilizara constava-me que não passaria de pesadelo ou de um mero pensamento meu. todavia, fazia tudo parte da realidade.
posteriormente a tudo morrer, teria de começar de novo. a minha escada não chegava ao fim, por mais que a luta fosse grande, magnifica, extensa ou duradoura.
hoje a minha escalada de tempos não chega ao andar onde eu sempre quis. continuo a subir e a descer, sem expectativa do meu andar. contudo com a esperança de subir sem descer ...


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

pensamento, apenas.


Nao vou voltar a agradecer isso tudo, não vale a pena e já estou cansada de voltar a repetir tudo. Estou farta de fazer sempre as mesmo promessas, compridas ou não. Não quero incentivos, como as pessoas normais. que a partir daí são mais eficazes. eu quero me bata com força na cabeça, que me grite bem perto do ouvido, que desfie, que ameace, que diga que arrebento até os braços caírem. Sei que da sua boca nunca mais saíram tu consegues , nunca mais me incentivará com palavras suaves para melhorar, nunca mais me dirá a melhor estratégia, mas sim sempre antes de cada prova, passar por mim como se eu não existisse e não tivesse a ir para a câmara de chamada, olhar como se entendesse que eu iria chegar a uma verdadeira conclusão.
não, desta vez não fica promessa, fica pensamento, apenas.

Sem comentários:

Enviar um comentário