O meu desejo tornou-se maior, enorme. Havia sempre alguma maneira de fazer morrer. continuei a subir uma escada de muitos tempos. cada vez que subia uma teria de voltar a descer duas. afigurava-se que permanecia quase sempre no mesmo sítio (tempo). e nessa altura, nesse sitio, e nesse minuto e nove, eu fui ao céu, peguei num pincel gigante e levei todas as cores comigo, cada uma transmitia mais alegria que a outra.
no dia anterior do meu maior sonho, tudo acabaria num minuto e nove como iniciou. quando me apercebi do que se passara, tudo imobilizara constava-me que não passaria de pesadelo ou de um mero pensamento meu. todavia, fazia tudo parte da realidade.
posteriormente a tudo morrer, teria de começar de novo. a minha escada não chegava ao fim, por mais que a luta fosse grande, magnifica, extensa ou duradoura.
hoje a minha escalada de tempos não chega ao andar onde eu sempre quis. continuo a subir e a descer, sem expectativa do meu andar. contudo com a esperança de subir sem descer ...


sábado, 28 de agosto de 2010

maria ana (LL)



tenho de falar de uma amiga da natação. a maria ana. ponho-me a pensar no me aconteceu e reparo que há pessoas a sofrer mais do eu. ela nao pode rodar o braço porque é impossivel e escrevia e nao conseguia. eu tencionava ser como ela. fazer tac's (tempo de acesso a campeonatos) a tudo sem qualquer dificuldade e nao quomodo treinasse mais do qualquer um de nós. sabes o que é saber fazer 100,200,400 e 800 metros á arrebentar e chegar á parede com uma velocidade indescritível, melhorar os tempos e quando acabas nao te sentes cansada e darias muito mais? eu não sei. mas ela sabe. logo que iamos treinar via-se um brilho nos olhos. Depois de algum tempo disseram que tinha uma lesão(não é bem isso mas não sei explicar) e que poderia não voltar a nadar. Nesse momento se alguém lhe falasse na natação via-se uma lágrima nos olhos. Sinceramente, não imagino o que é ter tac's a tudo, sabendo que vais teres parar, talvez para sempre... e que no entanto na epoca que se segue tu tiravas óptimos resultados nos nacionais e que ganharias todas as melhadas no lugar mais alto do pódio. só passaria para infantilA. Com a operação, talvez (...) o meu treinador dizia que ela não era uma nadadora, era diferente. ele sofria, quando ia para as provas via-se alguém tinha uma melhor marca que a ultima da maria como se ela ainda lá estivesse. imaginava que tempos estaria a fazer e quantas medalhas ganharia nos regionais e que optimos resultados ela daria nos nacionais. Nos treinos, quando falamos dela, o nosso treinador é como se imobiliza-se nesse momento. constava-se que ela estaria a pensar o que ela deu e daria na natação. para quem pensa que a natação é apenas um deporto, isto é exemplo que para além de ser uma forma de via é também uma maneira de viver . há pessoas que nadam para viver. adoro-te maria ana (LL)

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